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Disparação

 

Dando continuidade a nossa jornada Simondon for Savants, 😁 um vídeo assistido no famigerado Youtube demonstrou, de modo não intencional, a noção de informação tal como entendida pelo mestre francês: “significação relacional de uma disparação, isto é, ainda como problema que só pode ser resolvido por amplificação” (p. 473, Conclusão de ILFI). Tratamos de disparação (instanciação de uma das formas de amplificação, a organização) em outra ocasião, contudo admitimos que tais explicações nunca são o suficiente. No audiovisual que mencionamos, The Infinite Pattern That Never Repeats, do canal Veritasium, o apresentador discorre sobre o mosaico não periódico de Penrose, tema fascinante sobre ladrilhamento infinito com padrões não repetidos, e compõe, a partir de dois fotolitos sobrepostos, um efeito Moiré, célebre padrão de interferência. O apresentador se emociona, quando, do ruído e das franjas produzidas pelo movimento da justaposição, surgem as linhas que formam os dois losangos primordiais do mosaico, um mais grosso, outro mais fino. A experiência de se gerar significação com disparações é, de fato, comovente.



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In(forma)ção

  Maximo (@Rainmaker1973):  This is the first imagery we have of tiny cuboid crystals made of tens of molecules of NaCl emerging from the chaotic mixture of separate sodium and chloride ions. In other words, the first-ever atomic resolution video of salt crystals forming in real time. LINK The notion of form must be replaced by that of information.

Regeneração

Toda reprodução, para Rabaud, é uma regeneração; ela parte, portanto, do próprio indivíduo que, em todas as suas partes, é substância hereditária. O modo esquizogônico de reprodução é o modo fundamental; ele dá a regeneração em estado puro, isto é, a proliferação intensa dos elementos que constituem os germes esquizogônicos. (...) A regeneração seria, assim, o modo vital da amplificação. (pp. 265-66). Como Simondon consideraria o fenômeno de cleptoplastia dos indivíduos Elysia marginata e Elysia atroviridis ?   

Axiomática

  É curioso o uso que Simondon faz de certas palavras e locuções: todas, invariavelmente, conotam, denotam e aportam um ou mais elementos das ciências duras e humanísticas, pareando descobertas da biologia, física e química com noções da antropologia e psicologia social. Se a realidade é complexa, ela deve ser polidimensional. Nas nuvens de palavras extraídas de seus livros, uma das que mais aflora é “axiomática”. Qual a abordagem? Lógica, geométrica, aritmética? Todas? Inferimos que ele coordene a lógica das proposições com um campo topológico. Uma série transdutiva teria a “forma” de um proposição, por exemplo: se A = B; e B = C; então A = C. A ação e a percepção de seres vivos supõem uma coerência axiomática; não tanto como reflexo condicionado, mas como uma causalidade invertida de ação e reação: reação antes da ação. O que antecede a percepção mais primitiva (propriocepção, motricidade) é a antecipação dos objetos do mundo por emissão de "sinais", um tipo de "ecoloc...