Um artigo da Wired de 2014, intitulado Um guia ilustrado para o novo motor radical da F1 , captura a atenção logo no primeiro parágrafo: os novos motores da categoria são tão radicais que a Fórmula 1 insiste que não se tratam de meros motores, mas de 'unidades de potência', grafadas com iniciais maiúsculas: Power Unit . Curiosamente, se invertermos a expressão para Unit Power , somos arremessados de volta a 1908, ano de lançamento do Ford Modelo T. O que para os tecnólogos é evolução, para Simondon é concretização. Mas o que torna um motor de Fórmula 1, com seu núcleo híbrido de 1,6 litro, mais "avançado" do que o motor de quatro cilindros de um Ford Modelo T? Para Simondon, a resposta não reside em uma simples lista de características, mas em um processo evolutivo singular. Ele vê os primeiros objetos técnicos como abstratos: seus componentes existem partes extra partes , cada um desempenhando uma única função isolada. No mecanismo do motor do Ford Modelo T, a válv...